Ai, ai, ai, minha gente...
Saibam que às vezes, nós, pessoas louras, refinadas, tementes a Deus, sacudidas pela vida, advogadas e formadoras de opinião, sentimos uma pequena pontada do lado esquerdo do peito que começa a doer, e assim, é uma coisa muito tristinha, muito fodinha de sentir. E não, você, mulher amiga, pode estar pensando que é aquela verruga preta com um tufo de pêlo saindo de cima que cresceu no meio do mamilo que é o sinal de uma neoplasia brotando no seu ser ou aquele liquidozinho que você injentou para estrear seu biquini da Rosa-Chá no verão em Milano para sinalizar a los guapos que ali tinha uma autêntica brazilian bombshell (se é que vocês entendem o que eu estou falando...) que começou a, digamos assim, vazar do seu corpinho como se você fosse uma nascente de produtos industrializados usados como vedante acético neutro. Não é nada disso, raparigada. Eu estou falando de uma coisinha da qual todas vocês já devem ter ouvido a avózinha de vocês contar e imaginado sentir um dia que se chama SOLIDARIEDADE! Sim, amiguinhas, solidariedade, essa experiência transcendental que eu, Alexia C. Fairbanks (de pai galês) Gadelha, posso dizer que sou uma pessoa ungida por experienciar isso 30 horas por dia (24 horas por dia e 6 horas na internet, aloka!) invadindo meu corpo e lavando minha alma como se fosse uma ejaculação farta, pulsante e prolongada de Raoni Carneiro na minha fenda de fazer nenê traseira. Estou falando de solidariedade e vou falar também de identificação, compaixão, e porque também não dizer, pena, dó mesmo, que a gente sente por uma pessoa muito cara a nós mesmos como é uma amiga próxima. Estou falando de minha amiga íntima e próxima Bah! Raffaellen, a apenas três estados de distância geograficamente falando, o que é um nadica de nada para nós, porque afetivamente falando minha amiga mora no meu coração e não paga aluguel há cerca de seis meses, ou seja, quase parasita meus sentimentos de amor.
Digo tudo isso porque eu praticamente escolei essa guria nos caminhos da beleza, do chic e do requinte, ela cujos referenciais de refinamento era temperar o feijão com glitter para comer com frango à passarinho. Claro que isso não foi à toa. Fiz isso sem querer passar na cara de ninguém (porque eu não sou disso), nem querer ser melhor do que ninguém (porque Deus castiga), como ainda faço, sim, ainda faço, porque sou alma caridosa, mas sobretudo porque Bah! Raffaellen me mostrou o lado B do mundo (na verdade, ela mostrou o C, o D, o E, foi até o fim do alfabeto) antes de qualquer referência de lou$ho & glamour que eu tenha lhe oferecido e por isso eu tive que retribuir. O que mais me marcou dos ensinamentos e experiência de Bah! Raffaellen que ela me ensinou, meus amores (e ela é experiente prá caralho, se é que vocês me entendem), foi quando ela um dia fez comigo algo que ninguém jamais tinha feito, sabendo que eu era uma guria muito tímida, introvertida, sonsa até, que escondia meus mais lindos sentimentos e os idealizava um dia em entregá-los a uma alma pura, nobre e viril como quem entrega um botão em flor. A Bah! soube acessar os medos que vingavam em minh'alma com toda sua malícia de vida e pôs os meus bloqueios de menina-flor abaixo para que eu pudesse surprender o mundo com a chama vulcânica de fêmea madura que borbulhava em mim. E ela fez com o estratagema do 68.
O estratagema do 68 é uma fina arte de celebração de encontro entre duas almas gêmeas (ou primas, se uma das almas é filha única e faz questão de continuar livre, avulsa e desimpedida, mas mesmo assim continuar a celebrar o encontro com outras almas primas) que se unem em verdadeira prova atlética de fazer fluir de seus corpos materiais a eletricidade, pulsação, ritmo e frenesi que o jorro produzido da parte física da matéria encontra à partir do ordenamento da parte espiritual do ser. Estando esta parte toda muito clara para vocês, minhas leitoras, adianto que Bah! soube com maestria conduzir ao nosso encontro de almas-primas gêmeas com um simples e eficaz comando de voz. Ela simplesmente me disse assim, com sua voz de menina-moça-que-acha-que-engana-nos-graves e com a certeza de quem tinha passado uma vida inteira fazendo este ofício: "Alexia, é o siguintis - você põe a boca aqui, fica parada, porra, e chupa com força até eu falar para você começar o vai-e-vem e daí você se balança a cabeça que nem égua sendo batida, mas não morde que nem a égua, usa a língua que senão eu te soco a sua cabeça até você morrer, sua puta!". Devo dizer que a experiência para mim foi libertadora de meus medos medievais que aprisionavam meu amor carnal pelo meu próximo em uma masmorra escura e morta e que foi daí que ficamos muito ligadas, ou melhor, passamos a viver conectadas - em todos os sentidos, ihihihihi! Você, cara leitora, deve estar pensando que esse estratagema 68, como eu prefiro chamar, nada mais é do a prática lasciva conhecida como 69 e que Bah! Raffaellen me usou para seu próprio gozo, mas não, eu digo que não é, é algo mais profundo do que isso. A prática do estratagema 8 entre mim e minha amiga Bah! tingiu nossos corações de rubro e carmim e quando eu propus a Bah! o retorno dessa confiança que ela me propiciou com sua acolhida a um mundo onde eu pude enfim ser eu mesma sem medos, ela simplesmente me disse assim: "Relax, gata! É 68 porque não é 69, então você fica me devendo uma!".
ela vendiaEu pensei, "Eta Jesus maravilhoso! Tenho que retribuir minha tutora de uma forma fiel e canina, pois afinal, ela é uma espécie de mestra dos vampiros que me transformou em morta-viva também!". E foi à partir daí que eu senti que tive que passar a cuidar também de minha amiga como ela cuidou de mim. Claro, como eu tive acesso a outras coisas na vida e Bah! não (definitivamente não mesmo!), eu comecei a instruí-la no meu mundo. E quando eu falo em SOLIDARIEDADE, é esse o sentido do meu post de hoje. Eu sinto SOLIDARIEDADE por minha amiga Bah! porque sinto que é uma dívida que eu tenho com ela por tudo que ela representa na minha vida e que, sendo assim, nada mais justo que eu perdoar os efeitos de ausência que minha amiga tem às vezes. Isso, como vocês devem ter percebido, é freqüente inclusive nas manifestações dela aqui, como vocês devem ter visto no post anterior quando ela menciona que era euzinha na foto. Bah! está obviamente equivocada porque a legenda verdadeira da foto seria que essa foto é uma da época de quando eu arrumei um emprego de doméstica para ela na casa do Macauley Culkin para dormir no trabalho, ocasião em que Bah! foi muito assediada, pois ele tinha tara por aprisioná-la e urinar no corpo dela inteiro nu enquanto ele usava a roupa com que ela tinha feito a faxina. Claro que temos que relevar a situação, porque essas crises de ausência começaram na mesma época e são devidas a uma vida desregrada na dórgas, com muito abuso de Baygon e uma dieta pobre em proteínas e carboidratos na infância, pois ela passou muito tempo se alimentando unica e exclusivamente apenas de Tic-Tac, pois era tudo o que a mãe dela podia prover para sua família quando conseguia algumas caixas que sobravam dos produtos que nos semáforos. Como vocês vêem, eu sinto que devo ser um anjo-da-guarda da minha amiga e eu peço forças a Deus todos os dias em minhas orações para nunca falhar nessa minha luta até o fim da vida dela.
Um beijo, queridas! Muahhh!
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